Muitas candidatas a agentes da polícia na Indonésia são sujeitas a «provas de virgindade», segundo a denúncia da Human Rights Watch, uma organização não governamental de defesa dos Direitos Humanos.

As mulheres são sujeitas a testes nos hospitais da polícia, uma prática que consideram «desumana», «traumatizante» e «discriminatória».

«Passar» ou não neste teste não é fundamental para a obtenção do cargo e, segundo a direção nacional da polícia, instigada pela HRW, essa prova não faz parte do processo de admissão à polícia indonésia. No entanto, os testemunhos recolhidos pela organização revelam que tal acontece em, pelo menos, seis distritos.

A polícia indonésia tem um efetivo de cerca de 400 mil agentes, em que apenas 21 mil são mulheres. As autoridades querem alterar este cenário e aumentar o número de efetivo de agentes femininas em 50 por cento, de acordo com a Europa Press.