Tapas Pal, de 55 anos, está a chocar o mundo com as suas declarações. O deputado indiano dirigia-se aos membros do Partido Comunista Marxista sem saber que estava a ser gravado, avança o El Mundo.

«Se insultam as mães e as filhas dos trabalhadores de Trinamool, não o perdoarei. Solto os meus filhos para que vão às vossas casas e as violem (as vossas mulheres)», afirmou Pal.

Não satisfeito, Tapas Pal acrescentou ainda que atirará «caso algum trabalhador do partido seja atacado».

Num segundo vídeo divulgado pelas televisões locais é possível ver o deputado a oferecer-se para matar ele mesmo os suspeitos que não consiga condenar à morte.

Os grandes partidos nacionais pedem agora a expulsão de Tapas Pal do Parlamento. Já os líderes da sua formação já se distanciaram do deputado publicamente para não serem associados ao caso, condenando as declarações «insensíveis» e «prejudiciais» e assegurando que vão tomar «as medidas adequadas».

No entanto, essas medidas acabaram por não acontecer depois de Pal se ter desculpado com um comunicado, para satisfação do partido.

«Não tenho desculpas para oferecer, foi um grande erro que não devia ter acontecido e que não voltará a acontecer», afirmou Pal, alegando que os comentários devem ser situados no clima de tensão durante a passada campanha eleitoral.

Também a chefe do Governo de Bengala, Manata Banerjee, condenou o seu companheiro do partido.

«É um grande erro, mas o que querem que lhe faça? Que o mate?», afirmou Banerjee, acrescentando que a imprensa quer criar uma campanha contra o seu partido.

As declarações de Pal surgem no meio da crise política na Índia e apesar da sensibilidade criada em torno das violações desde o brutal assassinato de uma estudante em 2012.