Um hospital privado nos subúrbios de Nova Deli, na Índia, apresentou uma conta de 20 páginas aos pais de uma menina vítima de dengue, que viria a morrer após duas semanas de internamento.

A fatura de mais de 21 mil euros, na qual são cobradas, por exemplo, quase 700 seringas (40 por dia) e 1600 pares de luvas, está a circular nas redes sociais, gerando tal indignação que o ministro indiano da Saúde, Jagat Prakash Nadda, veio já publicamente anunciar que está a acompanhar o caso e que tomará todas as medidas necessárias.

A família da criança de sete anos alega que muitos dos itens da pesada fatura foram sobrefaturados, como seringas, luvas e até tiras-teste para medir o nível de glicémia, e que nem sequer foram realizados exames como ressonâncias magnéticas ou tomografias (TAC), apesar de a menina ter estado a maior parte do tempo ventilada, desconhecendo os pais se ela continuaria viva sem a respiração assistida, depois de os médicos terem assumido que a menor teria sofrido danos cerebrais.

Em comunicado, o hospital Fortis, em Gurgaon, informa que foi cumprido o "protocolo de controlo de infeções", depois de a criança ter dado entrada com dengue num estado "severo", lembrando que o acompanhamento de "pacientes ventilados nos Cuidados Intensivos requer um elevado número de consumíveis".

Adya Singh, sete anos, morreu em setembro passado, vítima de dengue, sem que os pais tivessem conseguido transferi-la a tempo para outra unidade hospitalar. Num longo desabafo no Facebook, o pai da menina conta, ainda, que até a bata que a filha vestia quando morreu foi cobrada, porque o corpo foi levado do Fortis.