Adriana concretizou um sonho e descobriu um pesadelo. A mulher brasileira de 40 anos, conseguiu, através de um site que promove o reencontro de familiares, saber onde estava a mãe, que a havia abandonado com apenas um ano, para fugir a um quadro de violência doméstica.

E é nesse momento, que a vida que tinha construído nos últimos anos sofre um abalo. Adriana perguntou à mãe se tinha tido mais filhos. Maria confirmou que sim: Leandro, filho de outro homem.

Adriana sabia que o marido tinha duas certidões de nascimento, uma onde surgia um nome idêntico ao da sua mãe e outra sem filiação materna. E, naquele momento, as peças encaixaram-se. Ou não. Adriana descobriu que vivia com o próprio irmão há sete anos e que têm uma filha em comum, de seis anos.

O «Correio da Bahia» esclarece que à luz da lei brasileira, o casamento entre irmãos não é válido, mas, o casal já decidiu que vai continuar a viver junto. Uma decisão aceite e apoiada pela restante família. Adriana e Leandro nunca oficializaram a relação, partilham apelidos diferentes e as suas identidades foram mantidas anónimas, por isso, vão continuar a viver o seu amor clandestinamente.

Adriana e Leandro ou Carlos e Maria Eduarda. Este casal brasileiro parece uma adaptação moderna do romance de Eça de Queirós, os «Maias».