O Ministério Público voltou, esta sexta-feira, a pedir uma pena de prisão de 19 anos e meio para o cunhado do rei de Espanha, Inaki Urdangarin, que, alegadamente, realizou um desfalque no âmbito do "caso Noos", em que a mulher, a Infanta Cristina, também é acusada de evasão fiscal.

A princesa e o seu marido estão entre 17 suspeitos que começaram a ser julgados em janeiro último num caso que envolve negócios feitos pelo Instituto Nóos, uma organização sem fins lucrativos, com sede em Palma de Maiorca, que Inaki Urdangarin fundou e presidiu entre 2004 e 2006.

Urdangarin é acusado de ter utilizado as suas ligações à família real para ganhar concursos públicos para organizar, entre outros, eventos desportivos, tendo em seguida desviado fundos para a Aizoon, uma empresa que ele geria em conjunto com a princesa Cristina e utilizava para financiar o seu estilo de vida luxuoso.