«Foodini», como é chamada a nova impressora 3D, permite imprimir uma grande variedade de pratos, sejam eles doces ou salgados.
 
A impressora não é muito diferente de outras em três dimensões, mas ao invés de utensílios do dia-dia, brinquedos ou até próteses para fins médicos, o que sai do equipamento são ingredientes em pasta. Os ingredientes triturados são colocados numa cápsula que é inserida na máquina. Saem crus, pelo que têm de ser cozinhados posteriormente.
 
«A tecnologia é a mesma. Mas com os plásticos há apenas um ponto de fusão, enquanto que os alimentos têm diferentes temperaturas, consistências e texturas. A comida tem formas diferentes», afirma o cofundador de «Natural Machines», Lynette Kucsma.
 
«Natural Machines» é a empresa espanhola que criou a «Foodini» que pretende, através de alimentos frescos promover uma alimentação saudável e rentabilizar o tempo na cozinha. «Na essência, é uma mini máquina de alimentos encolhida ao tamanho de um forno», afirma Kucsma.
 
Este equipamento parece um bom auxiliar para quem é preguiçoso na cozinha, pois basta pressionar um botão para imprimir o que se deseja. Mas a empresa defende que a impressora foi criada para cuidar apenas das partes difíceis e mais morosas na preparação dos alimentos, que desencorajam os preguiçosos da cozinha a preparar comida em casa.
 
O processo de impressão é lento, mas mais rápido do que a regular impressão 3D. Capaz de criar pratos complexos, como decorações de bolo com muitos detalhes ou comida de formas não muito comuns, «Foodini», tem a capacidade de ser útil para receitas que exigem precisão e destreza.
 
Atualmente, o dispositivo imprime apenas alimentos não cozinhados, mas no futuro o modelo irá preparar e cozinhar a comida, que estará pronta assim que sair do equipamento.
 
Para além disso, «tem um ecrã táctil na parte da frente que se conecta num site de receitas», refere Kucsma. Os utilizadores podem também ter o controlo remoto através do uso do smartphone e partilhar receitas com a comunidade.
 
«Nós temos realizado testes e toda a gente tem gostado da comida. O microondas, por exemplo, nos anos 70 era um equipamento que as pessoas temiam um pouco. Pensavam que a comida estava envenenada devido À radiação, mas com o avançar dos tempos as mentalidades mudam e agora quase toda a gente tem um em casa», sustenta.
 
A impressora só deverá chegar ao consumidor no segundo semestre de 2015 e tem um preço aproximado de 800 euros.