O Parlamento japonês aprovou a proposta de lei que permite ao imperador Akihito ceder o trono ao filho mais velho, abrindo caminho para a primeira abdicação no Japão em mais de 200 anos.

Tal sucede dez meses depois de Akihito, de 83 anos, ter manifestado o seu desejo de abdicar, devido à idade avançada e a um estado de saúde enfraquecido, numa mensagem ao país transmitida pela televisão.

Este diploma aplica-se exclusivamente ao atual imperador que deve ceder o trono ao filho mais velho, o príncipe Naruhito, em data a fixar por decreto, dentro de três anos após a sua entrada em vigor.

Se tudo correr como previsto, Akihito poderá renunciar às funções até ao final do próximo ano, deixando o príncipe herdeiro aceder ao trono do Crisântemo no início de 2019, segundo a imprensa nipónica.