As autoridades italianas já interrogaram muitos dos 400 sobreviventes do naufrágio que provocou, para já, 25 mortos, sendo que 200 migrantes podem estar desaparecidos. Os sobreviventes relataram à polícia os momentos de pânico vividos quando o barco começou a afundar. 

Cerca de 100 migrantes estavam presos no casco por terem pago menos pela viagem. Quando a água começou a entrar para este compartimento as pessoas queriam sair, mas foram violentamente agredidas. Os traficantes usaram facas para ferir os migrantes africanos na cabeça e cintos para agredir sobretudo os árabes. Mais, obrigaram os restantes passageiros a bloquear a saída.

Os homens já foram detidos pelas autoridades italianas e estão acusados de homicídio. Isto depois de também terem sido interrogados, na quinta-feira à noite.

Com idades entre os 21 e os 24 anos, são provenientes da Líbia, Algéria e Tunísia. A polícia acredita que Imad Busadia, Abdullah Assnusi, Ali Rouibah, Suud Mujassai e Shauki Esshaush fazem parte de uma rede de tráfico de migrantes sediada na Líbia.

 

De acordo com o jornal italiano  La Stampa, as viagens dos migrantes terão custado entre 1000 e 1600 euros. Os coletes salva-vidas eram pagos à parte.

O naufrágio ocorreu depois de o barco de pesca ter sido surpreendido pelas más condições meteorológicas e efetuado uma chamada de socorro. O primeiro navio a chegar foi um da marinha irlandesa. Só que quando o LÉ Niamh lançou os seus barcos de auxílio, os migrantes mudaram-se todos para um dos lados da embarcação e o excesso de peso acabou por fazê-la tombar. 

Esta sexta-feira, a polícia italiana divulgou imagens do naufágio no Facebook. As fotografias mostram os sobreviventes, no mar, a serem socorridos pelas equipas de resgate.

 

 

Le foto del #naufragio e del soccorso ai #migranti nel mediterraneo.La #polizia di Stato di #Palermo ha arrestato due...

Posted by Polizia di Stato on  Friday, August 7, 2015

Desde o início do ano, cerca de 224 mil migrantes e refugiados atravessaram o Mediterrâneo em direção à Europa, segundo a ONU. Ainda de acordo com os dados da ONU, mais de metade dos imigrantes e dos refugiados que entraram no continente europeu entre janeiro e julho deste ano fizeram-no através da Grécia. Por isso, a organização alertou para o caos que a chegada massiva de imigrantes neste país pode provocar.