Mais de 3.400 pessoas morreram este ano nas águas do Mediterrâneo enquanto tentavam chegar à Europa, revelou a agência das Nações Unidas para os refugiados.

Mais de 207.000 pessoas fizeram a perigosa travessia marítima desde janeiro, quase três vezes o número dos que arriscaram em 2011 durante a guerra civil na Líbia (70.000 pessoas), segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

Destes, 3.419 morreram, um número recorde, tendo em conta o total de mortes de migrantes em barcos em todo o mundo, este ano (4.272).

As costas de Espanha e Itália recebem muitos daqueles que tentam passar de África para a Europa. Homens, mulheres e crianças, que partem em busca de um desconhecido que seja melhor do que a realidade que conhecem.

Muitos não o conseguem. Uma voz levantou-se em seu auxílio. O Papa criticou durante este ano várias vezes a «indiferença» face a este flagelo. Perante os naufrágios, o chefe da Igreja Católica, que chegou mesmo a ir a Lampedusa depositar uma coroa de flores no mar pelas vítimas e deixar uma palavra de conforto aos sobreviventes.

Também Durão Barroso foi àquela região italiana. Recebido com gritos e vaias, o então presidente da Comissão Europeia disse que a « União Europeia não pode aceitar que milhares de pessoas morram nas suas costas». E disse também que jamais esquecerá a imagem dos caixões.