Uma embarcação de imigrantes ilegais naufragou, na madrugada desta segunda-feira, ao largo da Líbia, perto de Tajoura, com 250 pessoas a bordo.

A notícia surge no mesmo dia em que a Organização Internacional para as Migrações (OIM) revelou que um trágico incidente do género terá provocado perto de 500 mortos, a semana passada, perto de Malta.

Apenas 36 dos 250 ocupantes do barco que naufragou esta segunda-feira terão sido resgatados, segundo as declarações de Ayub Qassem, porta-voz da marinha da Líbia, à Reuters.

«Há imensos corpos a flutuar no mar», afirmou.

Qassem explicou ainda que a guarda costeira libanesa não tem meios para lidar com a dimensão do problema, nem os equipamentos necessários para procurar sobreviventes.

A semana passada, um incidente do género, a cerca de 300 quilómetros de Malta, terá provocado perto de 500 mortos, informou a OIM. Segundo a organização, o acidente terá sido causado, de forma intencional, pelos próprios traficantes, responsáveis pela travessia ilegal.

A denúncia foi feita por dois palestinianos que sobreviveram ao naufrágio e que revelaram às autoridades o número de pessoas a bordo.

A Líbia é um dos países africanos de onde mais partem imigrantes ilegais com destino à Europa, sobretudo Itália. No entanto, a utilização frequente de barcos de madeira rudimentares já provocou vários naufrágios e milhares de mortos.

Há poucas semanas, um outro naufrágio levou à morte de 100 pessoas ao largo da costa libanesa.

De acordo com o governo italiano, este ano, mais de 100 mil imigrantes ilegais do norte de África sobreviveram a estas viagens, desprovidas de quaisquer condições de segurança.

O primeiro-ministro de Itália, Matteo Ranzi, já alertou a União Europeia para as suas responsabilidades no resgate de imigrantes que tentam chegar à Europa e solicitou a ajuda das Nações Unidas para ajudar a conter o fluxo de refugiados da Líbia.