Há uma imagem forte que está a marcar os protestos dos últimos dias na Venezuela. Numa manifestação em Caracas, uma mulher colocou-se à frente de um carro blindado.

Esta venezuelana chegou a dar pontapés às granadas de gás lacrimogéneo que lhe foram lançadas e ficou à frente de um dos veículos da Guarda Nacional, conhecidos localmente como rinocerontes, entre nuvens de fumo. Acabou por afastar-se, mas a sua coragem é um símbolo deste momento difícil e perigoso para milhões de venezuelanos.

O momento está a ser comparado à famosa imagem dos protestos na Praça de Tiananmen, em Pequim, em 1989.

Nesta quinta-feira, os manifestantes anti-governo voltaram a sair às ruas da capital e mais uma vez foram reprimidos pela polícia. Várias pessoas envolveram-se em confrontos com as autoridades. A polícia atirou gás lacrimogéneo e recorreu a canhões de água.

Esta nova onda de protestos já causou a morte de três pessoas e deixou dezenas de feridos.

O presidente Nicolas Maduro diz estar a ser vítima de um golpe de Estado e já autorizou um processo judicial por difamação contra o líder da oposição, Henrique Capriles.