Mais de 15 mil golfinhos foram mortos pelos habitantes das Ilhas Salomão, localizadas no Oceano Pacífico, entre 1976 e 2013. Segundo o estudo, publicado, esta quarta-feira, no "Royal Society Open Science", só no período de um ano foram mortos mais de 1.600 golfinhos.

De acordo com o estudo, os habitantes recorrem a métodos tradicionais para a caça destes mamíferos: são usadas cerca de 30 canoas que conduzem os golfinhos até à costa, onde os caçadores os matam, sem que estes tenham hipótese de fuga. 

Na maioria das vezes, o que é mais valorizado nos golfinhos são os dentes que valem cerca de 95 cêntimos cada um e servem não só como moeda de troca, mas também como objeto de ornamentação. 

No ano de 2010, o Instituto Earth Island conseguiu negociar com os habitantes da ilha que se comprometeram a não matar mais golfinhos em troca de dinheiro. O acordo acabou por ser quebrado, em 2013, quando os aldeões mataram mais de 1.600 animais daquela espécie. 

Este tipo de prática não é exclusiva dos habitantes das Ilhas Salomão. Também os japoneses matam todos os anos golfinhos, que ainda não foram classificados como animais em vias de extinção.