A ilha Utoya, na Noruega, vai voltar a acolher um acampamento de jovens do  Arbeiderpartiet (o Partido Trabalhista Norueguês), quatro anos depois do massacre que provocou a morte de 69 pessoas. O encontro, que dura três dias e começa esta sexta-feira, recebeu mais de 1000 inscrições.
 
Emilie Bersaas, da organização do evento, afirmou que o massacre “não vai assombrar as boas memórias” do passado nem os futuros encontros de jovens do partido. Recorde-se que o Partido Trabalhista é proprietário da ilha, que se localiza a 40 quilómetros de Oslo.

O atentado deixou várias marcas nos edifícios da ilha. Por isso, foram efetuadas obras que compreenderam quer a restauração de espaços antigos, quer a construção de novas estruturas.

As tradicionais casas vermelhas de madeira, por exemplo, foram remodeladas. Um memorial com o nomes das vítimas da tragédia foi construído entre os pinheiros, num local com vista privilegiada para o lago Tyrifjorden.

A cafetaria, onde 13 pessoas foram assassinadas, ainda apresenta as marcas das balas que espalharam o horror nesse dia. O espaço não foi remodelado e vai abrir como um centro de aprendizagem enquanto outro edifício vai ser construído la perto.

Mani Hussaini, presidente do grupo da Juventude Trabalhista, diz que houve um equilíbrio entre a construção de novos edifícios e a restauração dos antigos, o que é, no seu entender, um importante passo para que a tragédia de 2011 seja ultrapassada.

"Utoya será sempre um lugar onde honramos e lembramos os nossos camaradas, um lugar para aprender e para criar laços políticos”, afirmou.



Antes do início do evento, o secretário-geral da Nato Jens Stoltenberg, que foi líder do Partido Trabalhista e primeiro-ministro do país quando se deu o atentado, vai visitar a ilha.

O massacre foi perpetrado pelo militante nacionalista Anders Behring Breivik a 22 de julho de 2011. Aconteceu depois de Brevik ter feito explodir uma bomba em Oslo, que matou oito pessoas.

O país, de cinco milhões de pessoas, ficou em estado de choque. Estima-se que uma em cada nove pessoas foram afetadas pelo massacre, por terem ligações familiares, de amizade ou de trabalho com as vitimas.