Notícia atualizada às 13:18

O governo cabo-verdiano criou um gabinete de crise para acompanhar a erupção do vulcão na Ilha do Fogo. O vulcão apresenta atividade semelhante à erupção mais grave que aconteceu há 63 anos.

O gabinete irá apoiar para já situação que é de emergência. Numa segunda fase vai preparar um plano de reconstrução.



A lava já destruiu a sede do parque natural e tem neste momento duas frentes. A intensidade da erupção subiu para nível três, numa escala de cinco.

A ilha foi evacuada, mas há pessoas que resistem às ordens da proteção civil e estão a voltar para trás para resgatar bens materiais.

Portugal envia comunicações e fragata com apoio aéreo

Soube-se, entretanto, que Portugal vai enviar para Cabo Verde meios de comunicação por satélite e uma fragata com apoio aéreo, na sequência da erupção vulcânica na ilha do Fogo, e em resposta a um pedido de ajuda das autoridades cabo-verdianas.

Segundo uma nota divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho «respondeu positivamente ao pedido de apoio das autoridades cabo-verdianas» numa conversa telefónica que manteve hoje com o seu homólogo cabo-verdiano, José Maria Neves.

«Neste contexto, serão, de imediato, enviados meios de comunicação por satélite, assim como o necessário apoio técnico à sua utilização. No quadro da ajuda solicitada, foi, ainda, disponibilizada a fragata Álvares Cabral, da Classe Vasco da Gama, com o necessário apoio aéreo para missões de apoio e de evacuação médica e humanitária, que partirá nas próximas 48 horas», refere a nota enviada à agência Lusa.


O Governo português «reitera a sua solidariedade para com o povo de Cabo Verde e mantém a sua disponibilidade para considerar outras solicitações que possam ser apresentadas pelo seu Governo, no âmbito do intenso programa de cooperação entre os dois países», lê-se na mesma nota.

O vulcão da ilha cabo-verdiana do Fogo entrou em erupção no domingo e obrigou a um plano de evacuação em vários pontos da ilha, não havendo para já notícias de vítimas.

Até agora, não há qualquer registo de vítimas da erupção vulcânica, embora os danos materiais sejam já significativos, sobretudo na zona de Chã das Caldeiras, cuja maioria da população dos vários povoados aí existente, cerca de 1.000, já foi retirada e realojada em diversos pontos da ilha.

A última erupção ocorreu em 1995, mas um geofísico cabo-verdiano ligado à proteção civil, em declarações à Rádio Nacional de Cabo Verde (RCV), indicou que os dados disponíveis apontam para que o incidente terá proporções idênticas às da registada em 1951, a mais grave das últimas décadas.