Os soldados começaram a trabalhar, esta segunda-feira, na primeira secção da vedação que terá cerca de 150 metros. Os trabalhos decorrem na cidade de Morahalom. Por enquanto, as obras limitam-se à preparação do solo, para que depois seja colocada a barreira que vai separar os dois países, confirmaram os ministérios da Defesa e do Interior num comunicado conjunto.

 

“Uma média de mil imigrantes ilegais chega, todos os dias à Hungria. Por isso, a imigração ilegal tornou-se um problema grave e o seu controlo é uma missão prioritária”, lê-se no documento divulgado pela AP.

Zoltan Kovacs, porta-voz do executivo, também já disse esta segunda-feira que “a construção está a decorrer como previsto, nos prazos definidos”.

Esta é apenas mais uma medida de uma série que o governo da Hungria quer implementar de forma a restringir a entrada de cidadãos de outros países, reclamando questões de segurança nacional. 

A Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) já apelou ao governo que não implemente as propostas que podem “ter consequências devastadoras”.