O Provedor de Justiça do México, Luis Raúl González, e o grupo de peritos da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) acordaram esta sexta-feira trabalhar coordenadamente na tentativa de esclarecer o desaparecimento de 43 estudantes em Iguala.

Durante o encontro na capital mexicana, Luis Raúl González, titular da Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH), «reforçou a vontade de trabalhar coordenadamente, assim como o compromisso de apoiar tudo o que permita o esclarecimento e localização dos jovens desaparecidos», refere um comunicado do organismo mexicano.

Ambas as partes manifestaram também a pertinência de estabelecer linhas de comunicação abertas e permanentes sobre os avanços das investigações para o caso destas contribuírem para «chegar à determinação de violações de Direitos Humanos».

O grupo interdisciplinar da CIDH, integrado por peritos de Espanha, Chile, Colômbia e Guatemala, iniciou esta semana uma visita ao México e reuniu-se com representantes governamentais e com os pais dos 43 estudantes desaparecidos.

Segundo a versão oficial, os 43 estudantes de uma escola rural desapareceram a 26 de setembro em Iguala depois de detidos por polícias locais e entregues a membros do cartel «Guerreros Unidos», que os mataram e queimaram os corpos numa lixeira.

Os pais dos estudantes resistem à versão oficial e exigem o aparecimento dos estudantes com vida, bem como uma investigação à alegada participação do exército nos factos.