Seis dias de música, orações e aulas com especialistas em espiritualidade levam 330 mil adolescentes à cidade de Cracóvia. Jovens provenientes de 180 países meteram as malas às costas para festejarem a fé católica e, também, para verem o Papa, que dará uma missa no local do evento.

Aos jovens católicos irão juntar-se cerca de 800 bispos, 70 cardiais e 20 mil padres. O ponto alto das celebrações será no domingo, quando um grande número de polacos se deslocará ao local do festival dos Jovens Católicos para receberem o alto pontífice da Igreja do Vaticano. São esperados mais dois milhões de espectadores, num país onde 92% da população é católica.

A visita papal representa um desafio logístico e de segurança para os organizadores e autoridades polacas. O governo da Polónia suspendeu o acordo de Schengen, passando a controlar a entrada e saída de pessoas e bens no país, durante o mês de julho.

O primeiro-ministro polaco, Beata Szydlo, colocou as forças de segurança em alerta máximo. O exército estará presente em todas as aparições do Papa Francisco e cerca de 2.300 edifícios serão submetidos a controlos de segurança adicionais. O Presidente da Câmara de Cracóvia assegurou que a cidade “será tão segura como o Vaticano” durante os cinco dias de visita de Francisco.  

Quanto à logística, cerca de uma centena de comboios reforçam as ligações ferroviárias até à cidade de Cracóvia e sete novas pontes foram construídas para se aumentar o acesso ao Campo Misericordie, onde decorre o evento. Para além do Papamóvel, o pontífice máximo da Igreja Católica também utilizará o elétrico para se movimentar na cidade.

Cerca de 200 escolas serão usadas como dormitórios para os peregrinos, com tendas para albergar 28 mil jovens.

“Pessoas de todo o lado amam este festival”, disse o padre Christopher Jamison, em entrevista ao jornal The Guardian. O padre britânico lidera uma caravana de 3.500 peregrinos que rumam a Cracóvia. Centenas de jovens portugueses também vão marcar presença neste evento mundial. 

Durante a vista, Francisco dedicará os seus discursos e homilias a assuntos controversos na Polónia, como é o caso dos refugiados e do aborto.