Cerca de 180 pessoas da Somália e Etiópia foram atiradas ao mar na zona do Golfo de Áden por traficantes quando tentavam chegar ao Iémen. Elementos da Organização Internacional para as Migrações (OIM) das Nações Unidas admitem que 55 terão morrido afogadas.

Vimos cinco corpos e podemos confirmar cinco mortes. Cinquenta continuam desaparecidos, portanto presume-se que estarão mortos", relatou a porta-voz da OIM, Olivia Headon à agência Reuters.

Este novo caso sucede a outro registado na véspera pelos elementos das Nações Unidas, na província de Shabwa, no Iémen, quando 50 jovens adolescentes foram "deliberadamente afogados" por um traficante que atirou borda fora 120 pessoas.

Funcionários da OIM encontraram as campas rasas de 29 dos migrantes numa praia de Shabwa durante uma patrulha de rotina. Segundo um comunicado da agência, os mortos foram enterrados pelos que sobreviveram, mas há ainda 22 desses migrantes desaparecidos.

Pode ser o início de uma nova tendência. Os contrabandistas sabem que a situação é perigosa para si porque podem ser alvejados e atiram-nos para fora do barco perto da praia",  refere à agência noticiosa Reuters, a porta-voz da OIM.

Desembarque e fuga na praia

Quarta-feira, no sul de Espanha, na concorrida estância turística de Zahara de los Atunes, os banhistas foram surpreendidos pela chegada de um bote de borracha com uns 40 refugiados a bordo, que fugiram pela praia assim que puseram os pés na areia.

Eram duas da tarde, menos uma hora em Portugal. O desembarque ocorreu na chamada praia dos Alemães, perto do centro da antiga vila piscatória de Zahara de los Atunes. Segundo fontes da Guardia Civil espanhola ouvidas pela agência noticiosa Europapress, nenhum dos refugiados foi intercetado, já que só havia um militar da guarda de serviço no local.

As autoridades espanholas presumem que a maioria dos migrantes clandestinos será proveniente de Marrocos, estando agora ilegalmente em Espanha após o inesperado desembarque, que foi filmado por banhistas que estavam na praia.