Uma aluna norte-coreana revela que foi forçada a assistir a execuções, a denunciar amigos e a cavar túneis em caso de um hipotético ataque nuclear. Após fugir do país, Hyeonseo Lee lançou um livro que revela o dia-a-dia na Coreia do Norte.

Lee, assim como todos os jovens norte-coreanos, cresceu convencida de que vivia na “melhor nação do mundo”, dirigida por um líder benevolente, que todos amavam.

Quando a adolescente, com 17 anos na altura, deixou a Coreia do Norte, descobriu as atrocidades e a propaganda que a rodeava desde que nasceu.  

Num livro de memórias, publicado em Londres esta quinta-feira, e citado pela Reuters, Lee conta a verdadeira realidade do dia-a-dia no estado mais secreto do mundo.

“Sair da Coreia do Norte não é como sair de outro país qualquer. É como sair do universo”, é um dos excertos presente no livro A Rapariga com Sete Nomes - título que se deve às várias mudanças de identidade da jovem, enquanto clandestina.  

Lee, agora uma defensora dos direitos humanos, cresceu na cidade de Hyesan, na Coreia do Norte, e vive atualmente na Coreia do Sul.