Seis executivos da fábrica Husi foram detidos esta segunda-feira em Xangai, no âmbito do escândalo alimentar da venda de carne estragada que em julho afetou grandes cadeias de restauração rápida na China, informou a agência Xinhua.

A detenção foi confirmada a uma rádio local pelo diretor de segurança pública de Xangai, Bai Shaokang, que não revelou as identidades dos detidos, mas prometeu «duras penas» e «tolerância zero» nos delitos relacionados com a segurança alimentar.

«É preciso um castigo severo para evitar que estes crimes aumentem», disse Bai Shaokang.

O escândalo alimentar foi tornado público a 20 de julho, quando a televisão de Xangai Dragon TV revelou que a Husi tinha reprocessado carne fora da validade para vendê-la a cadeias de restauração rápida como a KFC, McDonald's, Pizza Hut ou Starbucks.

Na sequência das revelações, algumas das empresas de fastfood suspenderam os seus contratos de fornecimento de carne com a Husi, subsidiária do grupo norte-americano OSI.

Em Pequim, por exemplo, muitos estabelecimentos da McDonald's deixaram de oferecer hambúrgueres de carne, para concentrarem a oferta nos produtos à base de peixe.

No caso do McDonald's, o problema afetou também a cadeia norte-americana no Japão, onde alguns dos panados de frango (McNuggets) vendidos naquele país asiático, eram confecionados com carne proveniente da fábrica da Husi em Xangai.