A Hungria vai erguer um gradeamento na fronteira com a Sérvia, nos próximos meses, para impedir a entrada de imigrantes ilegais no país.

As barreiras, com cerca de quatro metros de altura, vão ser construídas simultâneamente em oito a dez zonas “mais expostas e usadas pelos traficantes de seres humanos”, disse esta quinta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros, Peter Szijjarto, citado pela Associated Press.
 

“[A rede vai] defender a Hungria e a União Europeia do aumento da imigração ilegal. (...) Os trabalhos vão arrancar em oito a dez lugares em simultâneo, em áreas mais expostas à [imigração ilegal], isto é, aos traficantes de seres humanos”.


                       
                                                                Hungria (Google Maps)

De acordo com o governo húngaro, só este ano já foram detidas 68 mil pessoas que entraram ilegalmente no país, quase todas a partir da Sérvia.

Esta é mais uma medida de uma série que o governo da Hungria quer implementar de forma a restringir a entrada de cidadãos de outros países, reclamando questões de segurança nacional.

A Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) já apelou ao governo que não implemente as propostas que podem “ter consequências devastadoras”.
  
Entre as medidas que o Executivo húngaro quer implementar está possibilidade da polícia deter, por períodos prolongados, quem procura asilo no país. O governo quer também restringir os direitos dos que fazem pedidos recorrentes para permanecer na Hungria enquanto os seus casos são decididos.
 
“Tememos que as novas medidas tornem impossível que pessoas que fogem da guerra e perseguições consigam encontrar refúgio neste país”, disse Monteserrat Feixas Vihe, representante da  ACNUR para a Europa Central.