As vedações de arame farpado foram colocadas na fronteira na segunda-feira, mas até quarta-feira alguns refugiados ainda conseguiram entrar no país por uma estrada estreita que liga a Sérvia à Hungria. Contudo, a situação mudou no dia 14 de setembro. Todas as ligações terrestres foram cortadas e foi barrada a entrada a centenas de pessoas.

Segundo as autoridades, 20 agentes foram destacados para guardar as vedações, com cerca de dois metros de altura, enquanto cerca de 300 refugiados aguardavam que as fronteiras reabrissem.

A atuação da polícia húngara já mereceu críticas por parte da Organização das Nações Unidas, depois das autoridades terem lançado gás lacrimogénio e jatos de água aos refugiados que se encontravam na fronteira.

“Fiquei chocado por ver como estes refugiados e migrantes foram tratados. Não é aceitável”, afirmou Ban Ki-moon, Secretário-geral da ONU.