A milícia xiita Houthi tomou de assalto o palácio presidencial em Sana, após breves confrontos com as forças de segurança, avança a agência Reuters.

Ministro da informação confirma que a residência oficial do presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi  foi ocupada por «milícias que pretendem derrubar o atual sistema».

A mesma agência cita testemunhas que presenciaram o grupo rebelde a tomar posse dos veículos blindados que reforçavam a segurança da entrada do palácio.
 

Fonte oficial do governo citada pela Reuters garante que apesar dos confrontos no palácio, o presidente «está ótimo».

Um líder houthi negou que os combatentes estivessem a tentar controlar o palácio, alegando que estavam a proteger o complexo de elementos de segurança que estavam a tentar roubar armas.

«O que eles fizeram foi travar o roubo de armas. Não tentaram tomar controlo do palácio presidencial, estão a protegê-lo dos ladrões», afirmou Ali al-Quhoom, membro do grupo Ansarullah, ou houth.

Segundo a Reuters, um membro superior do grupo fez quatro exigências onde se inclui a revisão da constituição e da situação de segurança. O mesmo líder afirma ter aconselhado o presidente a não ouvir considerações estrangeiras e a implementar um acordo de paz.

O Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, já condenou os acontecimentos desta terça-feira em comunicado e apelou ao imediato cessar das hostilidade e reposição da ordem.
 
De acordo com as forças de segurança do país, na mesma altura a milícia armada continuava   cercar a residência do primeiro-ministro  iemenita, bloqueando as entradas leste, oeste e sul e interditando o acesso às duas avenidas que conduzem à mesma.
 
Esta invasão e cerco ocorrem depois desta segunda-feira se terem registados confrontos nos arredores do palácio presidencial e da caravana automóvel onde Bahah viajava ter sido alvo de um ataque. Segundo o mistério da saúde, os confrontos registados resultaram em nove mortos e 90 feridos.
 
Apesar da trégua acordada no próprio dia, as tensões estão ao rubro. A agência France Press noticia que Abd-Rabbu Mansour Had se encontra em Sanna e está a tentar reunir as forças políticas de modo a estabelecer «um roteiro para acabar com a violência».