Morreu um segundo português no ataque a um hotel no Burkina Faso, que ocorreu na sexta-feira à noite. A notícia está a ser avançada pela agência France Press, que cita o Ministério do Interior do país, mas o Governo português ainda não confirmou a informação.

Até agora havia apenas a indicação de um cidadão português morto, um homem de 52 anos emigrante em França.

Um balanço divulgado neste sábado, na capital do Burkina Faso, diz que 29 pessoas foram mortas e 30 feridas no ataque de um comando jihadista, na sexta-feira, contra um hotel e restaurante de Ouagadougou, frequentado por estrangeiros. 

No sábado, o ministro suíço dos Negócios Estrangeiros disse que dois suíços foram mortos no ataque, e o primeiro-ministro canadiano afirmou que seis canadianos estão entre as vítimas mortais. A Holanda anunciou que também perdeu um cidadão neste ataque. Mais tarde, os Estados Unidos confirmaram a morte de um cidadão norte-americano, prometendo apoio aos "aliados em África para combater a ameaça" do terrorismo. 

Uma fonte próxima do procurador de Ouagadougou, citada pela agência France-Presse, disse que a maioria das vítimas é constituída por estrangeiros, brancos, tendo-se referido ainda à morte de cinco nacionais do Burkina Faso. 

Segundo o ministro da Segurança Interna do Burkina Faso, os corpos de três jihadistas, todos homens, já foram identificados, precisando que os assaltantes eram “muito jovens”. 

“Aqueles que os viram calculam que eram muito jovens, o mais velho não deveria ter mais de 26 anos”, declarou o ministro, antes de adiantar que o grupo atacante chegou ao hotel em veículos com matrículas do Níger. 

Fonte da segurança tinha antes evocado a presença de, pelo menos, quatro jihadistas, incluindo duas mulheres. 

Na noite de sexta-feira os jihadistas atacaram o restaurante Capuccino e o hotel Splendid, de quatro estrelas, frequentados sobretudo por ocidentais. Foram necessárias 12 horas para as forças da ordem assumirem o controlo da situação, já na manhã de hoje. 

O ataque foi reivindicado pela Al-Qaeda do Magrebe Islâmico (AQMI), através de combatentes do grupo Al-Murabitun, liderados pelo histórico jihadista argelino Mokhtar Belmokhtar.