O governo chinês aproveitou, esta quarta-feira, a abertura da Assembleia Popular Nacional, que se celebra no Grande Palácio do Povo de Pequim, para lançar um novo desafio a Taiwan.

Segundo o jornal El País, Wen Jiabao disse estar preparado para criar as condições necessárias para por fim às hostilidades com a ilha e mostrou-se disposto a «apoiar o desenvolvimento» das empresas de Taiwan que operam na China.

Wen também apelou para o reforço da cooperação nos sectores da indústria e da agricultura entre os dois lados do Estreito, incluindo províncias chinesas onde Taiwan tem concentrado o seu investimento.

Depois do anúncio do aumento de 15% do orçamento militar de Pequim, Wen Jiabao afirmou que «a China reforçará a cooperação económica com Taiwan para responder colectivamente à crise financeira global».

O executivo realçou que «o limitado poder militar da China será utilizado unicamente para salvaguardar a soberania e a integridade territorial», declaração vista como uma medida para pressionar Taiwan e evitar que esta possa declarar a independência.

Inimigas desde a sua separação em 1949, China e Taiwan estreitaram as relações nos últimos meses, principalmente desde a chegada do presidente Ma Ying-jeou, que apela para a aproximação com os chineses, em Maio do ano passado.