Os médicos de um hospital inglês não fizeram qualquer tentativa para reanimar um bebé que nasceu prematuramente às 22 semanas. Uma decisão que tem por base as regras daquela unidade, em Southend, e que impede que bebés com gestação inferior a 23 semanas sejam reanimados. Neste caso, faltavam apenas quatro dias.

Em 2010, Tracy Godwin deu à luz Tom naquele hospital universitário, mas o bebé prematuro sobreviveu apenas 46 minutos.

Segundo o «Dailymail», então, nenhum profissional do hospital informou previamente a mulher da sua política de partos. Somente seis semanas depois e, através do Tribunal de Chelmsford, é que Tracy teve conhecimento das regras.

Apesar de tudo, a mulher, que acabou por receber uma compensação financeira quatro anos depois, aceitou as desculpas do Hospital de Southend na esperança que o seu caso sirva de exemplo.

«A minha situação irá trazer uma mudança significativa no funcionamento do hospital e o facto de nenhuma outra mãe ter de passar pelo que passei é muito positivo», afirmou.

Quando Tom nasceu, apenas com 450 gramas e com dificuldade em respirar, nenhum especialista veio ajudar. Tracy questionou o motivo de o seu filho não ser levado para uma incubadora, mas a equipa médica recusou-se a fazê-lo. O prematuro acabaria por morrer 46 minutos depois nas mãos da mãe.