O hospital norte-americano Johns Hopkins, em Baltimore, vai pagar uma indemnização de 140 milhões de euros às doentes filmadas e fotografadas secretamente por um ginecologista. O acordo foi alcançado esta segunda-feira entre o hospital e os advogados das vítimas.

«Esperamos que este acordo ajude os que foram afetados a encerrar este caso», declarou a porta-voz do hospital Kim Hoppe.

O caso remonta a 2013. Um colega do ginecologista Nikita Levy denunciou-o por suspeitar que o médico filmava os seus doentes através de uma pequena câmara que usava à volta do pescoço. Levvy, que trabalhava no hospital há 25 anos, confessou os crimes.

Depois de ter vasculhado a casa do médico, a polícia encontrou um vasto conjunto de ficheiros com imagens de doentes nuas. Cerca de oito mil mulheres foram alvo das atividades de Levvy.

O médico foi despedido e acabou por se suicidar.

O hospital pediu desculpa às vítimas e assegurou que o comportamento de Nikita Levy não representa o perfil dos seus funcionários.

«Garantimos que o comportamento de um único indivíduo não define o Johns Hopkins. O Johns Hopkins é definido pelas centenas de empregados que trabalham aqui para fornecer os melhores cuidados aos doentes e às suas famílias», declarou o hospital.