Notícia atualizada às 16:00 

Um profissional de saúde do hospital do Texas, nos Estados Unidos, que acolheu o liberiano infetado com ébola, está também ele infetado com o vírus mortal.

A notícia já foi confirmada oficialmente pelo hospital. As autoridades de saúde assumem que «estavam preparados para a possibilidade de haver um segundo caso de ébola», escreve a BBC, citando David Lakey, de Departamento de Estado do Texas, responsável pela área da saúde.

Thomas Duncan, liberiano, morreu no hospital de Dallas, na quarta-feira, vítima de ébola. O vírus foi-lhe diagnosticado a 30 de setembro, dez dias depois de chegar da capital liberiana via Bruxelas.

O homem sentiu os primeiros sintomas de doença alguns dias após a viagem, mas numa primeira visita ao hospital, foi enviado para casa, apenas com antibióticos.

Depois de internado, Thomas Duncan foi medicado com remédios experimentais, mas não resistiu à febre hemorrágica.

As autoridades de saúde americanas não esclarecem quando é que o profissional de saúde terá sido infetado e não revelam a sua identidade, idade ou sexo. No entanto, a Reuters adiantou mais esclarecimentos ao início da tarde deste domingo. As primeiras investigações apontam que o contágio pode ter ocorrido durante a entubação do paciente.

Depois do caso da auxiliar de enfermagem espanhola que ficou contaminada com o vírus após tratar de um missionário, as campainhas de alarme voltam a tocar. Até que ponto as medidas de isolamento são eficazes.

A Libéria é um dos países mais afetados pelo surto de febre hemorrágica. O vírus ébola já matou mais de quatro mil pessoas.