
Há informações contraditórias sobre o estado de saúde do ex-ditador egípcio. Depois do um porta-voz do Ministério do Interior ter avançado que Hosni Mubarak estava em coma absoluto, outro representante do mesmo ministério disse à BBC que que este estava com problemas respiratórios, mas não em coma.
O advogado do ditador deposto submeteu um pedido para que seja transferido da prisão de Tora para um hospital particular, onde tem melhores condições de conforto.
O ex-governante sofre de cancro e de vários problemas de saúde, tendo sido transportado numa marca às audiências do julgamento que terminou com a condenação a prisão perpétua.
Aos 84 anos, Hosni Mubarak foi condenado pela morte de 800 manifestantes pró-democracia nas manifestações do ano passado.
A primeira informação foi clara. «Mubarak entrou hoje em coma total. Os seus dois filhos Gamal e Alaa submeteram um pedido aos serviços prisionais para que possam estar junto dele, o que foi autorizado. O seu estado de saúde tem vindo a deteorar-se desde o veredicto, com elevada pressão sanguínea, problemas respiratórios e batimentos cardíacos irregulares», revelou o porta-voz governamental Alaa Mahmoud, citado pela CNN.
Mais tarde, outro porta-voz do mesmo ministério, Brig Ayman Hilmi, esclareceu que Hosni Mubarak estava apenas com problemas respiratórios e também com problemas psicológicos.
Entretanto, fonte anónima da prisão de Tora avançou a várias agência noticiosas que o presidente deposto há um ano tinha sofrido esta segunda-feira um ataque cardíaco, tendo sido alvo de desfibrilhadores por duas vezes. DE acordo com a agência Reuters, que cita fontes da segurança, Hosni Mubarak recebeu respiração artificial cinco vezes num só dia, na semana passada.
Notícia atualizada às 16:10