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Honduras: Obama só reconhece Zelaya como presidente

Venezuela e Equador dizem que reagirão caso diplomatas seus sejam ameaçados; Cuba apela à resistência popular

Por: Redacção / HB    |   2009-06-28 23:40

Última actualização à 01:44 de segunda-feira

Os EUA só reconhecem como presidente das Honduras Manuel Zelaya, deposto este domingo por um golpe de estado (vídeo). A garantia foi dada por um alto responsável da administração presidencial norte-americana de Barack Obama.

«Reconhecemos Zelaya como o presidente eleito e constitucional das Honduras. Não vemos nenhum outro», disse esse responsável, citado pela agência Reuters, pedindo para não ser identificado.

Os EUA já haviam negado qualquer envolvimento no golpe de Estado deste domingo, protagonizado por militares que detiveram o presidente e o obrigaram a ausentar-se do país, para a Costa Rica. A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, também condenara o acto.

Depois de Zelaya ter sido afastado do poder - num dia em que estava previsto um referendo em que se decidiria uma alteração constitucional que visava permitir a reeleição do presidente da república - foi anunciada a nomeação de Roberto Micheletti, líder do congresso hondurenho, como presidente.

Já esta noite, nas ruas da capital do país, Tegucigalpa, apoiantes de Zelaya ergueram barricadas nas vias que levam ao palácio presidencial, numa altura em que foi decretado um recolher obrigatório, em todo o país, para as próximas duas noites.

Venezuela, Equador e Cuba reagem

Entretanto, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, colocou o exército em alerta (vídeo), na sequência do golpe de estado. Hugo Chávez diz que responderá militarmente, caso o embaixador do seu país seja atacado ou raptado.

O governo Cubano, próximo ideologicamente de Zelaya tal como o da Venezuela, também já condenou a deposição do presidente e apelou à resistência da população. «Denuncio o carácter criminoso e brutal deste golpe de estado», disse o ministro cubano dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodriguez Parrilla, apelando aos hondurenhos que se «mobilizem, resistam e lutem».

O presidente do Equador, Rafael Correa, foi outros dos chefes de Estado da região que se manifestou, dizendo que o seu país só intervirá militarmente nas Honduras, caso alguns dos diplomatas equatorianos, ou de aliados seus, forem ameaçados.

Manuel Zelaya tomou posse em 2006, para um mandato de quatro anos, sem possibilidade de reeleição, uma limitação que o chefe de Estado queria mudar com o referendo que se deveria ter realizado este domingo.

Esta consulta popular esteve na origem da tensão no país, por não receber apoio dos militares, dos tribunais e do congresso. Na última semana, estas fricções levaram à destituição do chefe de Estado Maior, o general Romeo Vásquez, que se opunha às reformas de Zelaya.

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EM BAIXO: Honduras (EPA)
Honduras (EPA)

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