As defesas anti-míssil da Síria foram ativadas ao serem intercetados mísseis que teriam a base da força aérea síria de Al-Shayrat, na região de Homs, como alvo, avança a Reuters, que cita a SANA, central de imprensa síria, dirigida pelo governo.

Até ao momento não há indicação de onde partiram os mísseis nem de quem os terá lançado. Imagens da operação estão a ser transmitidas pela televisão síria, apesar da operação militar não ter sido confirmada oficialmente.

Em declarações à Reuters, fonte do Pentágono garante que não há atividade militar norte-americana em Homs.

"Não há ação militar norte-americana na área neste momento. Não temos mais informação", afirmou Eric Pahon, porta-voz do Pentágono.

A base da força aérea síria de Al-Shayrat, em Homs, foi a primeira a ser deliberadamente atacada pelos Estados Unidos, França e Reino Unido depois do ataque químico do ano passado. A 6 de abril do ano passado, pelo menos 58 misseis foram disparados a partir de dois porta-aviões no Mediterrâneo. Neste ataque, o regime de Bassar al-Assad admite ter intercetado 13 misseis.

A tensão internacional não dá mostras de diminuir após os bombardeamentos realizados no sábado pelos Estados Unidos, França e Reino Unido contra instalações militares do regime de Assad, após o ataque químico à cidade então rebelde de Douma, em Ghouta Oriental, às portas de Damasco.

Os últimos combatentes rebeldes de Douma abandonaram no sábado a cidade em ruínas, no âmbito de um acordo de rendição assinado a 09 de abril, dois dias depois do ataque químico.

Os Estados Unidos suspeitam de que a Rússia poderá ter manipulado o local para impedir a descoberta de provas.