Seis estudantes de Kairouan, na Tunísia, foram condenados a três anos de prisão efetiva por “práticas homossexuais”, tendo ficado ainda proibidos de residirem naquela cidade no centro do país durante cinco anos, revelou hoje o seu advogado.

“Denunciados por vizinhos” e detidos no final de novembro, princípio de dezembro, os seis jovens reconheceram ter tido “práticas homossexuais” e foram condenados na quinta-feira a três anos de prisão, a pena máxima prevista pelo artigo 230 do código penal, disse Boutheina Karkni à agência France Presse.

A medida de proibição de residirem na cidade, igualmente prevista no código penal, será aplicada quando saírem da prisão, adiantou o advogado, que anunciou ter recorrido da decisão e que a decisão deverá ser apreciada no tribunal de Sousse "daqui a 2-3 semanas".

A associação Shams, que defende a despenalização da homossexualidade na Tunísia, criticou num comunicado o julgamento de Kairouan.