Por: Redacção / AR | 16- 12- 2011 13: 24
A legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo no Estado norte-americano do Massachusetts reduziu em 13% as visitas
ao médico por parte dos homossexuais e traduziu-se numa redução de 14% das despesas com a saúde na comunidade «gay». É o que
revela uma pesquisa levada a cabo pela Escola de Saúde Pública Mailman, da Universidade Columbia, que acompanhou 1211 pacientes
homossexuais de uma clínica do Massachusetts.
O estudo publicado no «American Journal of Public Health», e divulgado
pela BBC, refere que nos 12 meses posteriores à legalização do casamento homossexual, em 2003, as idas ao psicólogo ou ao
psiquiatra diminuíram de forma significativa, bem como os custos relacionados com estas consultas da especialidade. Estes
resultados verificaram-se tantos em casais «gay» ou bissexuais, como em homens solteiros.
A investigação também sugere
que os homens homossexuais são mais propensos ao stress e a pensamentos suicidas do que os heterossexuais, e que a exclusão
social poderá ser em parte uma das causas.
Os autores do estudo realçam que, depois da legalização do casamento «gay»,
diminuíram precisamente os casos de hipertensão, depressão e transtornos de comportamento, todos eles associados ao stress.
«Os resultados da pesquisa comprovam que o eliminar daquela barreira melhora o estado de saúde dos homens homossexuais
e bissexuais», assegurou Mark L. Hatzenbuehler, autor do estudo.
As lésbicas não foram incluídas no estudo por serem
muito poucas as mulheres homossexuais que frequentam a clínica onde foi realizada a pesquisa.
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