As autoridades brasileiras revelaram os resultados das primeiras análises forenses que permitem reconstituir os últimos passos de Marcelo Pesseghini, o rapaz de 13 anos que matou os pais, a avó e uma tia-avó.

Segundo a investigação, as pegadas do adolescente na casa mostram que, depois de voltar da escola, ele foi até ao cadáver da mãe, passou a mão pelo cabelo dela e depois terá acabado com a própria vida. A afirmação da polícia é sustentada no facto de terem sido encontrados fios de cabelo, alegadamente da mãe, polícia militar, entre os dedos do filho.

Os exames permitem ainda perceber a sequência de mortes. Primeiro morreu o pai do jovem, depois a mãe e, em seguida, a avó dele, Benedita de Oliveira Bovo, de 67 anos, e a tia-avó, Bernadete Oliveira da Silva, de 55 anos.

A perícia da Polícia Técnico-Científica também concluiu que todos os tiros saíram da mesma arma, uma pistola que pertencia a Andreia. Marcelo utilizou a mesma pistola para cometer o suicídio. A arma foi encontrada na mão do jovem, que estava com o dedo no gatilho, caído na cama ao lado dos pais.

Marcelo matou os pais enquanto dormiam, depois a avó e tia-avó e depois foi para a escola, conduzindo o carro da mãe, apesar da idade, concluíram as autoridades brasileiras. Só quando regressou da escola é que o jovem acabou por pôr fim à vida.

Nas investigações, a polícia recolheu um depoimento revelador de um amigo de Marcelo. O rapaz contou que Marcelo Pesseghini já tinha manifestado o desejo de matar os pais e que queria ser «assassino contratado». «Ele sempre me aliciou para fugir de casa para ser um assassino contratado. Ele tinha o plano de matar os pais durante a noite, quando ninguém soubesse, e fugir com o carro dos pais e morar num local abandonado», disse o jovem à polícia.

A escola onde estudava Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini divulgou uma nota em que revela que a mãe de Marcelo tinha referido que o seu filho teria poucos anos de vida por sofrer de uma fibrose pulmonar, uma doença degenerativa que afetava o aparelho respiratório do jovem.

O aluno Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini foi matriculado no colégio aos 5 anos no ano de 2006. No ato da matrícula, a mãe mencionou à diretora que estava a entregar nas suas mãos a sua maior preciosidade, referindo que «o menor sofria de uma doença degenerativa e que talvez não tivesse expectativa de vida além dos 18 anos», afirmou a instituição de ensino.