A família da mulher de Robert Brown recorda agora a história para alertar que as companhias aéreas continuam a não fazer o suficiente para controlar a saúde mental dos tripulantes, escreve o «The Telegraph». O antigo piloto da British Airways planeou fazer despenhar um avião.

Robert Brown estava destacado para pilotar um Boeing 747 de Londres até Lagos, na Nigéria, no dia que se seguiu ao homicídio da mulher, em 2010. Planeava suicidar-se aos comandos de um aparelho, mas acabou por desistir da ideia.

Brown acabou por ser detido e condenado pelo homicídio da mulher. A confissão da intenção de se suicidar foi feita em julgamento. O antigo piloto terá dito em tribunal que não queria ser «outro marido que mata a mulher e depois se suicida e ninguém se importa».

«Pensei que se fosse trabalhar podia despenhar um avião, ou voar até Lagos e despenhar-me lá. Queria marcar uma posição», disse Robert Brown.


Mas desistiu dessa intenção, meteu baixa, não foi trabalhar e foi preso pela polícia.

O caso tem semelhanças arrepiantes com o de Andreas Lubitz. « Nenhum deles devia poder voar e pôr a vida dos seus passageiros em risco. Em ambos os casos existiam sinais que as companhias aéreas deviam ter percebido. Os sinais de alerta estavam lá», comenta uma amiga da mulher de Robert Brown, citada pelo «The Telegraph».