As autoridades espanholas não têm dúvidas que Rosario Porto e Alfonso Basterra assassinaram a filha de 12 anos. O pai terá administrado uma dose tóxica de Orfidal (um sedativo) e a mãe, depois da menina adormecer, asfixiou-a, escreve o jornal «El Mundo» que cita parte da acusação enviada aos arguidos do processo, ambos em prisão preventiva.

De acordo com este documento, que cita a autopsia e as análises toxicológicas, no dia «21 de setembro», foi administrado à menor Asunta Basterra pelo seu pai, «tal como noutras ocasiões», uma dose de Orfidal para «privá-la» de qualquer ação de defesa. Mais tarde, a mãe asfixiaria a menina até à morte.

Os três jantaram em casa de Alfonso Basterra e, em seguida, a menor seguiu com a mãe para a casa de família em Teo, na Corunha, onde terá ocorrido a sua morte. Para os investigadores o «plano foi acordado entre os pais». Aliás, a polícia diz que a menina terá sido drogada, em pequenas doses, pelo menos durante três meses, antes de ser morta.

Como as imagens das câmaras de vigilância mostram que a menina estava bem antes do jantar em casa do pai, assume-se que o sedativo foi ingerido nesse local. Recorde-se que o corpo da menor foi encontrado, dia 22 de setembro, numa estrada florestal em Teo.

A mãe e a filha chegam a casa às 18:30 e, segundo a acusação, a morte aconteceu já depois das 19:00. Duas horas depois toca o alarme da casa, que tinha sido ativado aquando da chegada de ambas.

Rosario Porto terá esperado pela noite para esconder o corpo da filha no carro e abandoná-lo na estrada florestal, onde é encontrado pelos vizinhos no dia seguinte.

O móbil do crime ainda não é certo, mas tudo indica a herança deixada pelos avós à menor será o principal motivo.