Uma menina de 14 anos foi acusada, na quarta-feira, nos Estados Unidos, do homicídio em primeiro grau da irmã de 11 anos, que foi esfaqueada mais de 30 vezes na casa nos subúrbios de Chicago, onde ambas moravam.

De acordo com a CNN, a suspeita explicou às autoridades os motivos do crime, dizendo que a irmã não dava valor a tudo o que ela fazia por ela. A rapariga de 14 anos disse que se sentia pouco apreciada pela irmã de 11, a quem fazia o jantar e de quem realizava as tarefas.

Durante uma audiência em tribunal, na quarta-feira, o médico legista Thomas Rudd disse que a vítima morreu de «múltiplos ferimentos de faca com força». A vítima tinha facadas no rosto, pescoço, peito e braços, sendo que duas facadas atingiram o pulmão esquerdo.

Também havia indícios de que a menina mais nova lutou pela vida: ela tinha feridas defensivas na mão esquerda, o que indica que ela «provavelmente pegou na faca», e tinha uma ferida defensiva no polegar direito, disse ainda o médico legista, citado pela Associated Press. Rudd acrescentou que a polícia recuperou a faca que foi usada no crime e que, a julgar pelas lesões, tem cerca de quatro centímetros de comprimento.

O procurador Michael Nerheim afirmou que um juiz do Tribunal de Menores aprovou a acusação de homicídio em primeiro grau contra a rapariga mais velha durante a audiência de quarta-feira. Uma porta-voz do procurador informou que a suspeita está num centro de detenção juvenil.

O chefe de polícia da localidade de Mundelein conta que, depois do crime, a suspeita telefonou para o número de emergência e foi detida assim que o corpo da vítima foi encontrado num quarto.

Os procuradores referem que a suspeita começou por dizer à polícia que um homem latino-americano invadiu a casa, atacou a irmã mais nova e fugiu. Durante o interrogatório, a rapariga de 14 anos acabou por confessar o crime.

As duas meninas viviam na mesma casa em Mundelein, a cerca de 30 quilómetros a noroeste de Chicago, e frequentavam a mesma escola, o colégio luterano St. John, em Libertyville. Nenhum adulto se encontrava em casa no momento do crime.