Joyce Garrard, de 49 anos, acusada do homicídio da neta de nove anos, começou esta segunda-feira a ser julgada no Alabama.

A acusação tenta provar que a mulher provocou a morte da neta de nove anos ao obrigá-la a correr até à morte. Quando a equipa de emergência chegou ao local, o corpo de Savannah Hardin estava frio e a menina toda molhada. A avó não avisou que a menina tinha estado a correr. O óbito de Savannah acabou por ser declarado no hospital, a 27 de fevereiro de 2012, por desidratação e níveis de sódio muito baixos.

Testemunhas revelam ter visto a mulher, numa atitude militar, obrigar a menina a correr ininterruptamente e durante horas, carregada com paus de lenha em redor da casa. De acordo com a informação recolhida pela acusação, a menina, totalmente exausta, terá implorado para parar de correr, já com as mãos e os joelhos no chão e a vomitar, mas Joyce Garrard ter-se-á mantido intransigente.

Joyce Garrard queria alegadamente dar uma lição à menina, conforme disse à condutora do autocarro escolar a quem a mulher contou que a menina «ia correr até que ela a mandasse parar, ela ia aprender a lição», como cita o «Daily Mail».

Savannah ia aprender a não mentir, já que a avó tinha ficado furiosa pela criança ter comido um chocolate no autocarro escolar. Fê-lo às escondidas, porque sabia que não podia comer chocolate, já que tomava medicação para a hiperatividade e défice de atenção.

Savannah, afinal, não parou de correr quando Joyce Garrard mandou, mas sim quando o seu corpo não aguentou mais. 

A madrasta, de 27 anos, também responde pela morte da menina. Savannah Hardin vivia com o pai, que estava ausente naquele dia.