Shrien Dewani, britânico de 34 anos, era suspeito de ter encomendado a morte da noiva na lua-de-mel em 2010. O juiz absolveu-o, visto ter considerado o caso «fraco» e as provas «insuficientes» para uma condenação.

A demora no julgamento do caso foi justificada com o longo processo de extradição do britânico até à Cidade do Cabo, África do Sul, para ser presente ao juiz.

Conforme escreve a «CNN», Dawani regressou ao Reino Unido depois da morte da noiva e apresentou sintomas de stress pós-traumático.

O milionário britânico de origem indiana chegou a estar internado numa unidade de saúde mental no sudoeste de Inglaterra. Em agosto, foi considerado apto para julgamento.

O crime ocorreu em 2010. O casal circulava num táxi quando aparentemente foi alvo de um assalto. Shrien Dewani explicou que um homem tinha apontado uma arma a ambos e que, a dada altura, ele foi atirado para fora do carro. O corpo de Anni foi encontrado no dia seguinte, assassinada com um único tiro.

Nesse ano, três pessoas foram detidas e condenadas. O taxista, Zola Tongo, foi condenado a 18 anos de prisão após um acordo com a Justiça para confessar o crime. Tongo vai cumprir pena por assassinato, sequestro, roubo e obstrução à Justiça.

Os sul-africanos Xolile Mnguni e Mziwamadoda Qwabe foram acusados de cumplicidade no crime e deverão ser julgados por assassinato, roubo agravado e sequestro. Mnguni acabou por falecer na prisão a 18 de outubro depois de lhe ter sido diagnosticado um tumor cerebral.