O mistério de “Baby Doe” foi desfeito, três meses depois do corpo da menina de dois anos ter sido encontrado dentro de um saco de plástico, em Boston Harbor, nos EUA. O nome da vítima era Bella Amoroso Bond e terá sido assassinada pela própria mãe e pelo padrasto.

Bella estaria prestes a fazer três anos, na altura em que o seu corpo foi encontrado, perto da costa de Boston. Durante meses a identidade da menina permaneceu incógnita, havendo apenas algumas indicações da sua altura, idade e aspeto físico, através da reconstituição feita por artistas forenses. Os media apelidaram-na de “Baby Doe”. Nunca ninguém tinha apresentado uma participação sobre o desaparecimento de uma menina com a sua descrição.

O mistério foi desvendado esta quinta-feira, quando as autoridades receberam “uma pista importante”, que apontava que, Rachelle Bond, de 40 anos, e Michael McCarthy, 35, pudessem ser os culpados. Mãe e padrasto da bebé teriam morto a menina e escondido o corpo.

“Bella era uma verdadeira inocente, cuja vida acabou não por doença ou por acidente mas, acreditamos, por um ato de violência no local onde deveria ter-se sentido mais segura – na sua própria casa”, afirmou o procurador do caso.

“Parece que foi uma situação em que o namorado esteve envolvido e na qual, aparentemente, mãe e namorado se culparam mutuamente quanto a quem maltratou a criança”, Robert DeLeo, um porta-voz da Massachusetts House.


A polícia prendeu os suspeitos depois de ter conseguido um mandato de busca. Michael por suspeita de homicídio e Rachelle por cumplicidade.

Ao que tudo indica, a violência com crianças era já recorrente na família. De acordo com as autoridades, a mãe de Bella tinha já perdido a custódia de dois outros filhos, que lhe foram retirados entre 2001 e 2006.

Uma vizinha do casal, Yessiomara Torres, afirmou conhecer o passado violento da mulher e que esta estava preocupada pois temia perder também a custódia de Bella.

“Ela disse que não queria que ninguém a levasse para longe dela e que estava a tentar ser a melhor mãe possível”, contou, acrescentando que já não ouvia a criança há quase um ano. “Eu costumava ouvir a rapariga a chorar, a correr ou a brincar. Mas já não o ouvia há meses”.


A vizinha declarou também que as pessoas do bairro não acharam estranho esse facto, por acreditarem que a menina tinha sido levada pelo serviço de Proteção de Menores.

Ainda estão por apurar as causas da morte da rapariga e a data em que ocorreu o homicídio, uma vez que na altura em que foi encontrado o corpo já estava em processo de decomposição.