Um homem nos EUA matou, na quinta-feira, a filha e os seis netos num tiroteio numa casa do estado da Florida, revelou a polícia local.

O atirador, identificado como Don Charles Spirit, de 51 anos, suicidou-se logo a seguir ao incidente na pequena cidade de Bell, explicou o responsável policial da região, o xerife Robert Schultz, citado pela BBC News.

O atirador ligou para o número de emergência para avisar do tiroteio, mas quando as autoridades chegaram ao local, ele já tinha cometido suicídio depois de matar as outras pessoas da família, indicou Schultz, em conferência de imprensa.

As seis crianças, com idades entre os três meses e os 10 anos, eram filhas de Sarah Spirit, de 28 anos. «Nunca vi nada como isto. Este condado, esta comunidade vai ficar devastada. É um pequeno condado, somos uma só família aqui», disse o xerife.

«Estamos a pedir às pessoas que rezem por esta comunidade e pelas pessoas envolvidas», revelou Schultz, destacando que as autoridades estão a investigar o incidente em Bell, comunidade de apenas 350 habitantes.

«Há coisas na vida que se podem explicar, e outras não. Esta é uma das coisas que não sabemos explicar», acrescentou Schultz, visivelmente abalado.

De acordo com o mesmo responsável policial, o homem já tinha tido problemas anteriores com as autoridades e «tinha cadastro». Em 2001, matou a tiro um filho, de 8 anos, mas na altura apurou-se que tinha sido um acidente de caça.

O incidente de quinta-feira reacende o debate sobre a posse de armas de fogo nos Estados Unidos, onde 11 mil pessoas foram assassinadas a tiro em 2011, de acordo com dados do FBI.

Os ativistas a favor do controlo de armas enfrentam um poderoso lóbi, que rejeita qualquer restrição à segunda emenda da Constituição dos Estados Unidos, que prevê o direito à posse de armas.