Da boca para fora, às vezes, mas nem sempre. Fatidicamente, estavam mais que certas as palavras de Candy Arthurs, uma avó de 45 anos residente em Columbus, no Estado norte-americano do Ohio.

A minha mãe sempre me disse que morreria por eles e foi isso que fez”, é o desabafo da filha Amanda à imprensa norte-americana, após a mãe ter morrido.

Esfaqueada em plena rua, a avó Candy Arthurs foi ainda operada ao coração durante quatro horas. Ainda esteve seis semanas internada no hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Acabou por morrer.

Meninos atraídos por um desconhecido

O caso agora revelado teve lugar a 23 de junho. Um homem, identificado como Kristopher Amos, já com anteriores acusações de pedofília em tribunal, convenceu dois irmãos, uma menina e um menino, a ajudá-lo a recuperar um drone que supostamente perdera nas imediações da casa das crianças.

O menino de sete anos e a menina de oito foram com ele. A avó viu tudo, desconfiou e terá reconhecido o homem. Com coragem, enfrentou-o. Conseguiu fugir com os netos na direção de casa, mesmo após ter sido esfaqueada no coração. E até o seu neto de sete anos sofreu cortes num ombro.

O meu filho estava cheio de sangue. A minha mãe caíu à porta. Estava coberta de sangue. Disse-me: "chama o 112"", contou a filha Amanda Gibson, a uma estação de televisão local.

Avó coragem

Ferida de morte, durante o tempo em que a avó Candy esteve em recuperação, Amanda, a filha e mãe das crianças, criou uma página na internet onde pedia donativos para pagar as despesas hospitalares.

Sinto-me como se o meu coração tivesse sido arrancado… Eu amo-te mãe e vais estar sempre nos meus pensamentos. Não acredito que vou ter de seguir sem ti”, escreveu Amanda, no Facebook, um dia depois da morte da mãe.

A imprensa norte-americana revela que Kristopher Amos foi acusado de homicídio e encontra-se em prisão preventiva até ouvir a sentença final.

O suspeito já tinha estado nos tribunais em 2011 para ouvir a sentença sobre uma acusação de pedofilia.

Sendo a primeira vez que Kristopher era acusado de um crime, o juiz decidiu que iria apenas ficar com o nome numa lista de “indivíduos com potencial de reincidência” até 2029. E não lhe decretou a prisão.