Um homem foi preso e acusado de homicídio, nos EUA, depois de ter ligado a um canal de televisão para falar sobre o caso de uma rapariga desaparecida, cujo corpo foi encontrado há mais de 30 anos.

A polícia norte-americana acredita que Jose Ferreira foi responsável pela morte de Carrie Ann Jopek, uma rapariga de 13 anos que desapareceu em 1982.

O caso foi reaberto 33 anos depois, quando a estação WISN 12 News denunciou Jose, que ligou para a redação para discutir pormenores sobre o caso.
 

“A sua história foi muito detalhada, perturbadoramente pormenorizada”, contou Chris Gegg, o diretor da estação.


A família de Carrie Ann Jopek está satisfeita pelo facto de o caso receber novamente atenção por parte das autoridades. A mãe da vítima garante ter passado os últimos 33 anos a “rezar por este dia”.

Carrie Ann Jopek desapareceu depois de ter feito de propósito para ser expulsa de uma aula, para poder ir a uma festa. O diretor da escola ligou à mãe de Carrie, perguntando-lhe se queria ir buscá-la ao gabinete disciplinar, mas a mulher disse para a filha ir a pé, pois morava junto à escola.

Mas Carrie nunca regressou a casa. A jovem seguiu para a festa, onde também estava Jose Ferreira, na altura com 16 anos.

De acordo com o "Winsonsin Journal Sentinel", o homem confessou que a rapariga negou-se a beijá-lo, o que o enfureceu e fez com que a empurrasse das escadas. Carrie ficou inconsciente e Jose violou o cadáver, antes de perceber que a rapariga estava morta. Depois, escondeu o corpo na propriedade onde decorria a festa.

As buscas no bairro duraram semanas e até a casa onde o corpo da jovem foi encontrado mais tarde foi vasculhada. Depois de 17 meses, o cadáver foi encontrado debaixo do alpendre do edifício.

Jose Ferreira, de 50 anos, pode enfrentar 20 anos de prisão, pelos crimes por homicídio em segundo grau e assédio sexual.