O Japão prepara-se para assinalar esta quarta-feira o quarto aniversário do sismo seguido de tsunami que deixou mais de 18 mil mortos e desaparecidos e desencadeou a crise nuclear de Fukushima.

Durante o dia terão lugar, em todo o país, cerimónias de homenagem às vítimas. À semelhança de anos anteriores, também será cumprido um minuto de silêncio às 14:46 locais (05:46 em Lisboa), hora em que ocorreu o tremor de terra de magnitude 9 na escala de Richter, que arrasou o nordeste do Japão.

O tsunami que se seguiu, minutos depois, deixou 15.891 mortos e 2.584 desaparecidos, a grande maioria nas três prefeituras mais afetadas (Fukushima, Miyagi e Iwate), segundo dados publicados esta semana pela Agência Nacional da Polícia do Japão.

Em Tóquio, realizar-se-á uma cerimónia oficial que contará com a presença do primeiro-ministro, Shinzo Abe, do imperador Akihito e de familiares das vítimas da tragédia de 11 de março de 2011.

Quatro anos depois da catástrofe, mais de 228.000 pessoas retiradas não puderam regressar às suas casas, devido aos destroços ou pelo risco da radiação emitida central nuclear de Fukushima Daiichi - que ficou gravemente danificada pelo desastre natural - e mais de 80.000 vivem ainda em prefabricados.

O acidente afetou seriamente a agricultura, pecuária e pescas e impede ainda hoje que cerca de 68.000 que viviam junto à central possam voltar.

Devido à catástrofe - que desencadeou a pior crise nuclear desde Chernobil (Ucrânia) em 1986 -, o Japão mantém a atividade dos seus 48 reatores paralisada, apesar de o Governo ter vindo a impulsionar a reativação daqueles que cumpram os novos requisitos de segurança exigidos pela Autoridade de Regulação Nuclear japonesa(NRA, na sigla em inglês).

Assim, e não obstante a forte oposição dos japoneses, manifestada em sondagens, espera-se que duas centrais - uma no sul e outra no oeste do país - voltem a operar ainda este ano após terem recebido a aprovação por parte do regulador.