Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países do G7 apelaram esta segunda-feira para que se “acelere” a luta contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI), numa declaração conjunta no final de uma reunião de dois dias em Hiroshima (Japão).

Face à “ameaça mundial do terrorismo”, “nós apoiamos firmemente a vontade da coligação de intensificar e de acelerar a campanha contra o EI no Iraque e na Síria”, declararam.

A declaração surge numa altura em que a coligação internacional, liderada pelos Estados Unidos, tem intensificado a pressão sobre o EI, que sofreu uma série de perdas territoriais nos últimos meses tanto no Iraque como na Síria.

A coligação tem levado a cabo ataques aéreos contra o grupo extremista, e também providenciado formação/treino e armas às forças iraquianas.

Em resposta ao atual nível de ameaça, estamos a trabalhar num plano de ação do G7 sobre contraterrorismo, que vai incluir medidas concretas para reforçar os esforços", afirmaram, indicando que este será adotado na cimeira de líderes do G7, que tem lugar no próximo mês no Japão.

A chefe da diplomacia Europeia também participou na reunião de ministros de Negócios Estrangeiros do G7, grupo que reúne o Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Japão, Itália e Estados Unidos.

G7 insta a “um mundo sem armas nucleares” 

Os chefes da diplomacia do G7 instaram ainda a “um mundo sem armas nucleares” na chamada “Declaração de Hiroshima”, após a visita histórica do secretário de Estado norte-americano ao memorial da cidade japonesa símbolo da bomba atómica.

“Reafirmamos o nosso compromisso de procurar um mundo mais seguro para todos e de criar as condições para um mundo sem armas nucleares de forma a promover a estabilidade internacional”, afirmaram os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7, no final de uma reunião de dois dias, elencando, entre os desafios, “as repetidas provocações da Coreia do Norte”.

“Esta tarefa tornou-se mais complexa com a deterioração do ambiente de segurança numa série de regiões, como a Síria e a Ucrânia e, em particular, pelas repetidas provocações da Coreia do Norte”, concluíram.