A aspirante a candidata democrata às presidenciais norte-americanas, Hillary Clinton, disse que o envio de tropas de combate para a Síria e Iraque para lutar contra o grupo extremista Estado Islâmico não será, para si, uma opção.

“Bom, neste momento não consigo conceber qualquer circunstância em que concordaria fazê-lo porque acredito que a melhor maneira de derrotar o Estado Islâmico é, como já disse, a partir do ar, onde lideramos, no terreno, onde apoiamos, treinamos, equipamos, e no ciberespaço, onde, não nos esqueçamos, eles são poderosos adversários.”


A democrata falou sobre o tema no programa CBS This Morning, que divulgou alguns excertos da entrevista que será transmitida na totalidade esta terça-feira.

A ação dos Estados Unidos contra o Estado Islâmico é uma das questões que promete agitar a corrida à Casa Branca.  

Depois das intervenções no Iraque e no Afeganistão, as pressões sobre Washington para não cometer os erros do passado são muitas.

A administração de Barack Obama tem estado debaixo de fogo nesta matéria. O Presidente dos Estados Unidos já rejeitou, de resto, o envio de tropas para combater o Estado Islâmico, na Síria. O líder norte-americano disse que forças militares no terreno poderiam eliminar os jihadistas de forma temporária, mas a estratégia seria ineficaz a longo prazo e, mais tarde, o mundo iria assistir a uma repetição do que tem acontecido. 

A Casa Branca assegurou, no entanto, e na sequência dos atentados de Paris, reivindicados pelos rebeldes e que provocaram 130 mortos, a intensificação dos ataques aéreos por parte da coligação internacional, liderada por Washington.