A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, iniciou esta quarta-feira em Ramallah encontros com dirigentes palestinianos para lhes assegurar o compromisso de Washington de trabalhar para a criação de um Estado palestiniano.

Um dia depois de ter estado com dirigentes do Estado hebreu, Clinton encontrou-se esta quarta-feira com o primeiro-ministro palestiniano, Salam Fayyad, e posteriormente deverá fazê-lo com o presidente da Autoridade Nacional Palestiniana, Mahmud Abbas.

Na primeira visita ao Médio Oriente desde que entrou em funções a nova administração do presidente Barack Obama, em Janeiro, Clinton afirmou que apoia a criação de um Estado palestiniano, alegando que é a única solução duradoura para o conflito com Israel.

«Trabalhar para uma solução com dois Estados é inevitável», sublinhou Clinton depois dos encontros em Jerusalém. «O primeiro passo agora, sem esperar por um novo governo (israelita), é um cessar fogo duradouro» em Gaza, adiantou a chefe da diplomacia norte-americana, apelando ao movimento islamita palestiniano Hamas, que controla a Faixa de Gaza, a «cessar o lançamento de mísseis» contra Israel.

«Não há qualquer dúvida que as declarações de Clinton constituem um excelente início e enviam uma mensagem ao futuro governo israelita traduzindo que a administração norte-americana está comprometida» para continuar o processo de paz, afirmou o porta-voz de Abbas, Nabil Abu Rudeina.

A visita de Clinton - que defendeu uma nova «diplomacia agressiva» na região - traduz a vontade norte-americana de atacar imediatamente o dossier do Médio Oriente.