Quinze anos depois, continua por esclarecer o único homicídio reportado em Nova Iorque, a 11 de setembro de 2001, que não está ligado aos atentados.

Ao contrário das restantes 3.000 mortes naquele dia, a de Henryk Siwiak, um imigrante polaco de 46 anos, não teve nada a ver com terrorismo e aconteceu num bairro afastado do World Trade Center.

Casado e pai de duas crianças, Siwiak foi assassinado em Bedford-Stuyvesant, cerca das 23:30, a caminho de um supermercado onde iria fazer limpezas nessa noite.

A mulher e os filhos tinham ficado na Cracóvia, e Henryk Siwiak foi para os Estados Unidos à procura de trabalho.

Não saias esta noite, pode ser perigoso em Nova Iorque”, tinha-o avisado naquele dia a mulher, Ewa.

Contudo, Henryk Siwiak precisava do dinheiro e acabou por não acatar o pedido da mulher. Acabou por ser baleado no peito numa interseção entre a Albany Avenue e a Decatur Street. Ainda tropeçou pela rua e tocou a uma campainha para tentar pedir ajuda mas acabou por morrer.

Até hoje, não foi identificado nenhum suspeito.

O detetive Mike Prate, que investigou o caso até se reformar, em 2012, acredita que Sisiak é um homem inocente e saiu do metro no sítio errado à hora errada, já que se tratava de uma área problemática, com tráfico de drogas e assaltos regularmente.

Prate, no entanto, mantém a esperança:

É uma questão de encontrar a pessoa certa. Tem de haver alguém que viu, sabe ou ouviu algo sobre isso”.

A polícia acredita que a investigação ao crime possa ter sido prejudicada pelo desvio de recursos para os ataques terroristas daquele dia.

Henryk Siwiak foi a última pessoa a morrer em Nova Iorque a 11 de setembro de 2001.