Heather Cho, a ex-executiva da Korean Air, que ordenou que um voo internacional retornasse à porta de embarque devido à forma como lhe foram servidos frutos secos em primeira classe, foi condenada, esta quinta-feira,  a um ano de prisão.
 
O tribunal sul-coreano considerou-a culpada de violar a lei da aviação, alterando a trajetória do voo e interferindo com as operações.
 
O juiz considerou que Cho, vice-presidente da Korean Air e filha do presidente da empresa, Cho Yang-ho, era naquelas circunstâncias uma passageira e que não poderia substituir membros da tripulação, nem dar ordens durante o voo. Ele acrescentou ainda que as ações de Cho ameaçavam o desenvolvimento da indústria e incomodavam os outros passageiros.
 
Segundo as leis reguladoras da aviação na Coreia do Sul, um avião que se prepara para a descolagem só pode voltar à rampa em caso de emergência.
 
O incidente aconteceu a 5 de dezembro, quando Cho ordenou que  o avião regressasse à porta para que um tripulante do avião saísse por lhe ter servido nozes num saco e não num prato. A situação, que ocorreu no aeroporto John F. Kennedy, atrasou a partida de Nova Iorque para Icheon, na Coreia do sul, em cerca de 20 minutos.
 
Heather deixou o cargo de vice-diretora executiva da Korean Airlines após a repercussão do caso. Era responsável por serviços de bordo e hotelaria.