Foi um dia histórico para Cuba, Estados Unidos e para o mundo. Pela primeira vez, em 54 anos, a bandeira de Cuba foi hasteada na embaixada do país em Washington.

A bandeira é a mesma que foi dali retirada em 1961. Guardada na casa de uma família cubana da Flórida, à espera deste dia, a bandeira foi hasteada por três soldados cubanos. 

“É uma abertura histórica” afirmou, Josh Earnest, porta-voz da Casa Branca, após o hastear da bandeira cubana.


Já o secretário de Estado, John Kerry, deu as boas-vindas ao “novo começo” de relações entre os dois países mas ressalvou que as diferenças que ainda existem entre as duas nações e a sua total normalização vão resultar num processo longo e complexo.

O secretário de Estado norte-americano deu as boas-vindas ao seu homólogo cubano, na sede do Departamento de Estado, em Washington, naquela que foi a primeira visita deste tipo de um diplomata de Havana, desde 1958. John Kerry e Bruno Rodriguez, ministro cubano dos Negócios Estrangeiros, deram um aperto de mãos e sorriram para as câmaras antes de iniciarem uma reunião.

Outros momentos igualmente históricos foram o da colocação da bandeira cubana no departamento de Estado dos EUA e a reabertura da embaixada norte-americana em Havana.  O prédio da secção de interesses norte-americana em Cuba foi construído em Havana, em 1953, no período do governo do Presidente Fulgencio Batista. Apesar de a bandeira já ter sido hasteada, a cerimónia oficial está marcada para 14 de agosto e contará com a visita do secretário de estado norte-americano, John Kerry, à ilha. 

No entanto, nem tudo correu bem neste dia. Horas antes da reabertura da embaixada dos EUA, dezenas de manifestantes foram detidos em Havana por exigirem liberdade para os presos políticos de Cuba. Também em Miami, vários cidadãos saíram à rua para mostrar o seu desagrado contra o retomar das ligações entre os dois países. 

Em entrevista à TVI na ‘Havana do Rio Hudson’, enquanto as gerações mais jovens se mostraram entusiasmadas com reabertura de embaixadas, as gerações mais velhas afirmaram que duvidam que haja uma verdadeira mudança em Havana, pelo menos enquanto Raul Castro estiver no poder.